30.8.11

Os grandes vinhos Alemães: passado, presente e uvas


O passado
Há cerca de 40 anos, os vinhos brancos alemães, principalmente os elaborados com a uva Riesling, eram considerados os melhores do mundo. De lá para cá, a indústria de vinhos do país vem passando por uma grande crise.

Não tenho receio de afirmar que boa parte desta crise se deve à produção e exportação de alguns rótulos de péssima qualidade como o nosso conhecido “vinho da garrafa azul”, o Liebfraumilch. Outro fator que sempre jogou contra a expansão comercial do vinho alemão no mundo é a dificuldade de se entender seus rótulos.

O presente
Hoje em dia, uma nova geração de viticultores está virando o jogo e produzindo novamente excelentes vinhos, respeitando o Terroir único da Alemanha. Trata-se de um país muito frio e, portanto, a uva tem muita dificuldade para amadurecer. Um dos segredos na produção dos vinhos de qualidade está, tradicionalmente, no equilíbrio entre o açúcar e a acidez. Como resultado temos vinhos maravilhosamente frescos, com baixa graduação alcoólica, residual de açúcar (natural), alta cidez (gastronômicos) e muitas vezes longevos.

Produção: a Alemanha é o 4° maior produtor de vinhos da Europa e o 7° do mundo. Anualmente são produzidos cerca de 10,26 (x 1000) hectolitros de vinhos no país.

Vinhos e Uvas: pelas características de seu Terroir (principalmente pelas baixas temperaturas), a principal produção é de vinhos brancos. Delicada e de caráter aromático (flores, mineral, lima e mel), a Riesling é a grande estrela do país. Devido à sua altíssima acidez, produz vinhos gastronômicos e de longa guarda. Outras uvas também elaboram ótimos vinhos como as brancas Muller-Thurgau, Silvaner, Weissburgunder (Pinot Blanc) e Graubrugunder (Pinot Gris) e a tinta Spatburgunder (Pinot Noir). Esta última ganhando mais notoriedade e hectares plantados a cada ano!
Fonte do mapa: Decanter Vinhos
continua...

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